segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Inteligência e esperteza

As pessoas, hoje, têm muita dificuldade em distinguir a esperteza da inteligência. Lula é esperto. Cortou um dedo mindinho em um torno mecânico (onde o dedo mais próximo de um acidente é o polegar), foi sindicalista (quem é ou foi da USP conhece os sindicalistas profissionais e sua índole), "sofreu" perseguição da ditadura (ficou 30 dias preso, durante os quais, dizem, tentou estuprar um companheiro de cela) e desde então recebe pensão vitalícia de 6000 reais mensais. Fez carreira na política, junto com o pt, como "defensor da ética" (artimanha clássica dos comunistas/socialistas gramscianos), chegou ao poder e surfou em um pretenso crescimento econômico (que cobrará seu preço num futuro próximo), possibilitando o aparelhamento total do Estado pelo partidão. Enfim, um homem esperto. Mas esse esperto é facilmente identificável! Uma linha mais tênue é encontrada quando nos voltamos para uma faculdade brasileira, tomando como exemplo a USP. Quem estuda ou leciona na USP é automaticamente considerado uma pessoa inteligente, mas até que ponto isso é verdade? Até que ponto podemos considerar professores da área de humanas realmente inteligentes, se nem mesmo acessam ou disponiblizam outra vertente bibliográfica que não a marxista? Até que ponto um professor é inteligente em adquirir recursos, ao escrever projetos mirabolantes, que serão obviamente modificados, talvez até antes da verba ser aprovada? Até que ponto um aluno de História tem que ser inteligente para ser... um aluno de História na USP? A grande questão é: a aquisição de conhecimento não é algo que se constrói da noite para o dia, com o simples acúmulo de diplomas, notas, ou projetos aprovados, ou até mesmo papers publicados; é algo que só se obtém após anos de estudo. Esse é o maior erro da pretensa elite intelectual brasileira: achar que o acúmulo de conhecimento se dá por direito natural, não por esforço próprio. Isso, amigos, chama-se esperteza. O círculo acadêmico brasileiro é composto, em sua maioria, por espertos.

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